sexta-feira, 24 de abril de 2009

Espaço

Nos limites das linhas
os retoques são vistos
diversas formas
outros ângulos
geometria nas entrelinhas

Nas retinas nebulosas
não distorcem tua beleza
nas mentes sábias
o prenúncio ilimitado
nos espaçoes
as vidas existidas
o pensamento estabelecido

De modo ocular
a percepção
nos ma-
-nam-
-ci-
-ais
ali existentes
o sentido do espaço.


leo durval

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Transmissões de Inverno


Em tempo de chuva
inverno em desejos
invento novas formas
de te ouvir neste clima

Assim me assucego
numa transmissão solene
como escutar tua voz
sem meios tecnólogicos
apenas sabemos
como nos transmitir
com nossas mentes precisas
revestidas de amor

Apenas te escuto
sugiro pertinência
em vias de regras
enérgicas ilustrações
em dias de chuva.



leo durval

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Busca Feliz

Entre risos
entre felicidades
buscamos vivência
mesmo em segundos
buscamos satisfações

Recalcado na busca:
outras felicidades;
votos prósperos;
desilusões...

Encontrando sempre
ao nosso lado
em nosso intimo
no meio de nós;
a felicidade!



leo durval

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Faça-se (poetrix)


Faço a ti,

um verso em prosa:

composto em singeleza!




leo durval

terça-feira, 14 de abril de 2009

Olhar que Penso


Quando em ti penso
desperto-me em teu olhar
e em sua voz acalante
revivo tua lírica canção
em vias firmes
ontológicos sentimentos

Mesmo de longe
não omito versos
apresento palavras
que sempre me inspirei

Assim penso em ti
assim que sempre prometo
compor um poema
pensando em você.



leo durval

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Atribuições

Em meio a palavras
desperto vias
sem dúvidas
sem restrições
apenas atributos

Fico a pensar
de tempo em tempo
como as palavras
surgidas frações
nos segundos
no infinito.


leo durval

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Atributos em Cantoria (Poetrix)


Nas belas canções,

tantas melodias

outras expressões!



leo durval

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Momento Paternal

ao meu pai

Ouvindo passos
em meio a madrugada
passos conhecidos
passos similares

Espero aquela presença
no meu infante momento
quando criança
em pensamentos mitológicos
nas frações da fábulas

Antes do labor
voltado a nós
eras tu
amor paternal
a nos abençoar.


leo durval

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Busca de Expressão


Passei os dias

sem saber como me expressar

alguns argumentos

não eram o bastante

para me colocar


Foram-se as horas

foram-se as semanas

enfim despertei

qual finalidade

para expressar


Apenas um pretexto

em chegar-me a ti;

por fim expressei:

que és minha vida!



leo durval

segunda-feira, 30 de março de 2009

Tua Palavra

Encontrei frases
deixadas por ti
frases tua
em minha mente

Agucei meu pensar
suspirei ao refletir
eram mais que simples frases
um limiar de desejo
como uma canção contemplada

Eram sutis estas frases
emocionada me revelaste
jamais esquecidas
tatuadas com tua fala.


leo durval

sexta-feira, 27 de março de 2009


Um pensamento
altua modos
vidas presentes
sentimentos em versos
coisas oportunas

Uma colocação
apenas vista
nas oportunidades
as palavras marcadas.


leo durval

quinta-feira, 26 de março de 2009

Des-ocultado

Escondi um desejo
ocultado por instantes
algo sem estranhesas
uma monetânea aspiração
uma seleta disposição

Era algo expontâneo
porém, já almejada
pelos tempos
pelas noites
pelas manhãs chuvosas
nas revelações imaginadas

Embora desejada
tal desejo não mais ocultado
apresente-a sutilmente
revelado numa palavra;
mais que desejo: te vivo.


leo durval

terça-feira, 24 de março de 2009

Existência

Em vias de regras
as mentes se interligam
a vida se intercala
as palavras criam juízos
as linhas se remetem

A existência é um dom
a sua regra:
é natural;
sobrenatural;
projecções...

Em meio a vida
em vidas remotas
na vida complexa
existe o existir!


leo durval

segunda-feira, 23 de março de 2009

O SIGNIFICADO DE HEGEL PARA A HISTÓRIA


A Filosofia da História por si, elabora o estudo do pensamento humano através do tempo. No contesto histórico-filosófico de Hegel, encontramos em sua contemporaneidade, a visão da transição do fim da Baixa Idade Média, onde, poderíamos encontrar as influencias da filosofia hegeliana indicadas na constelação histórica no ano de seu nascimento: 1770. Naquele ano, muitas ocorrências históricas marcaram o tempo. Maria Antonieta, a arquiduquesa da Áustria, casava-se com o apático delfim da França. Em Ajácio, Napoleão, o segundo filho de Letícia Bonaparte, acabava de aprender seus primeiros passos infantes. O capitão Cook, contemplava sua primeira viagem em torno do mundo. Já em Boston, Massachusetts, nos EUA, alguns soldados ingleses atiravam em uma multidão de colonos.em Königsberg, na Alemanha, Immanuel Kant, lia uma dissertação a respeito da forma e dos princípios dos mundos da inteligência e da sensibilidade e da situação do homem entre ambos. No outro lado da Alemanha, em Estrasburg, um jovem estudante, Goethe, escrevera alguns poemas que varreram toda a Alemanha para dentro de seu amor sensual por Friederike de Sesenheim. Um pouco mais tarde o romance de seu segundo amor: Os Sofrimentos do Jovem Werther, varria o mundo até a longínqua China, em uma onda de suicídios românticos. Na França, naquele mesmo ano, o barão de Holbach publicou um tratado mostrando que o mundo, longe de ser um lugar romântico, nada era senão um grande mecanismo automático. Quando Hegel morreu em 1831, o corpo decapitado de Maria Antonieta, jazia numa vala comum em Paris. Napoleão e a Revolução haviam percorrido seus caminhos. Os ingleses e a revolução de Metternich haviam se encarregado dele. A República norte-americana tomara seu lugar entre as potências e seus navios velozes percorriam os Sete Mares. Goethe serenamente observava uma vida de muitos conflitos que fundia em forma clássica e selava seu épico de fausto, o homem universal que transcende o mundo de sensualidade. Holbach estava fora de moda, contudo, um garoto de treze anos em Trier, Karl Marx, nascido no ano em que Hegel se tornara Professor de filosofia na Universidade de Berlim, já começara a descobrir a filosofia. Este foi o contesto histórico que percorreu no ocidente na época de Hegel.
O espírito filosófico hegeliano é menos autoritário do que em geral é representado. A verdade, a partir de suas obras, especialmente quando mal compreendidas, é que se pode basear uma acusação em seus pontos de vista autoritários, mas, a partir das mesmas obras se pode argumentar a favor dos pontos de vista opostos.
No sentido histórico-filosófico do pensamento metafísico, na concepção histórica podemos dizer que a filosofia começa em Platão e termina em Hegel. Já posterior a Kant, Hegel naturalmente não teve influencia a seu antecessor. Todavia, sua influência em Kant. Contudo, sua inspiração foi profunda na filosofia de Hegel. Ele, rejeita o programa de Kant de examinar a faculdade de compreender antes de examinar a natureza das coisas. Para ele, as coisas e pensamentos estão dialeticamente inter-relacionados. Hegel comparava o programa de Kant como o do escolástico que queria aprender a nadar antes de se aventurar a entrar na água. Para ele, o pensamento reconhece às próprias coisas.
O processo dialético caracterizava a percepção metafísica e religiosa de Hegel. Ele concebia o ser primordial do mundo, a Mente ou o Espírito Universal, desdobrando-se por meio de sua criação e finalmente chegando à realização no espírito humano. Para Hegel, o Absoluto inicialmente situava-se na imediação de sua própria consciência interior, depois nega essa primeira condição, expressando-se nas particularidades do mundo finito de espaço e tempo e, por fim a negação da negação, recuperando sua essência infinita. Assim, a Mente supera seu estranhamento do mundo, um mundo que ela mesma constituiu. Deste modo, o movimento evolui da consciência do objeto separado do sujeito, para o conhecimento absoluto em que conhecedor e conhecimento tornam-se comum.
O significado da história para Hegel, todo sistema é tributário em cima da grande tríade: IDÉIA – NATUREZA – ESPIRITO. A Idéia-em-si é o que se desenvolve a realidade dinâmica do depois, ou antes do mundo. Sua síntese, a Idéia-fora-de-si, isto é, o “espaço”, e Natureza. A Natureza, depois de passar pelas fases dos reinos mineral e vegetal, se desenvolve o homem, em cuja consciência a idade se torna consciência de si. O mundo é a história do desvendamento divino, um constante processo do vir-a-ser, um imenso drama em que o Universo se revela para si mesmo e obtém sua liberdade. O homem – seu pensamento, cultura, história – é o centro desse desdobramento, receptáculo da gloria de Deus. Por isso, para Hegel a teologia era substituída pela compreensão da história: Deus não está além de sua criação, mas, é o próprio processo criativo. O homem não é o espectador passivo da realidade, entretanto, seu co-criador atualmente, a História é a matriz de sua realização. A essência universal, que constitui e permeia todas as coisas, finalmente chega à consciência de si mesma no Homem. No apogeu de sua longa evolução, o homem obtém a posse da verdade absoluta e admite sua unidade com o espírito divino que nele se realizou. O “espaço” em que a Natureza se desenvolve é o espaço-tempo-físico. O tempo em que o Espírito se desenvolve é o tempo da consciência, no qual, o Espírito “esvazia e internaliza” a si e extingue as “fases” a si e extingue as “fases” da história.



Leo Durval