quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sonho

Exaltado por um propósito
ao teu encontro enfim fui;
numa madrugada fria
aquecia-me em teus braços
- era ela! Exclamei.
estavas ali;
naquele lugar;
a me esperar ...

Quão inebriante foi
o nosso destino;
subjugado em puros pensamentos

Era madrugada:
o sol pela aurora estava por presenciar
tão belo cenário voltado a nós
nossas vozes se calaram
apenas um sentido voluntivo
permeava aquele instante
aquele abraço que dávamos

Oh, tão sutil
eram nossas fragrâncias
maneiras que adentrava em verdades;
as buscas se encontravam

[...]

Levaste-me ao teu leito:
você se envaidecera;
e em meu intimo,
meu olhar fitava em ti ...

Oh, tão pretensiosos fomos;
sem intimas estranhezas;
nossos íntimos se encontravam ...

não mais deflagrados
nossos corpos se encontravam;
sem medo
sem exceções
numa total reciprocidade.

leo durval

Um comentário:

artemis disse...

sonhos reprimidos dentro de uma alma que almeja o topo inebriante do sentimento maior. sonho reciproco que se perde no emaranhado do desejo... teus sonhos misturam se aos meus nas madrugadas frias a espera de cada novo alvorecer.
nuito profundo o seu poema, senti me a musa do seu desejo. bjs no seu coraçao